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Pastores e líderes cristãos, comentam sobre o limite do envolvimento da Igreja com a política

Marcio Roberto Ramos | 20.8.12 | 0 comentários

Em ano de eleição, os debates sobre o envolvimento da igreja com a política vem à tona, e diversos líderes e fieis questionam o limite entre a ética e a imoralidade no envolvimento da Igreja com o tema.

Muitos defendem que o tema seja abordado dentro da Igreja, como forma de instrução aos membros. Outros entendem que a orientação a respeito do voto seja clara e favorável a candidatos que tenham alguma proximidade com determinada denominação.
O pastor e jornalista Getúlio Camargo gravou uma série de vídeos com pastores e lideranças cristãs sobre o tema, e divulgou em seu canal no Youtube. Entre os vários consultados sobre o assunto, foram ouvidos o pastor Silas Malafaia, presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, o pastor Jamierson Oliveira, da Igreja Batista da Família, o pastor Claudio Apolinário, da Igreja Bíblica Aliança e presidente do Conselho de Pastores de São Paulo, a missionária Durvalina Bezerra e o pastor Ariovaldo Ramos, da Comunidade Cristã Reformada.
Confira nos tópicos abaixo, trechos da opinião de cada um dos líderes citados acima, e os vídeos com suas falas sobre o assunto na íntegra:

Pastor Silas Malafaia

-A gente tem que entender o seguinte: a Igreja de Jesus não precisa de senador, presidente da República, governador, vereador… Igreja é instituição divina. Só precisa de Jesus e do Espírito Santo. O ser humano, que está dentro da igreja, é um segmento social. Como segmento social, a Bíblia mostra que eu tenho direitos e deveres, como Jesus declara: ‘Dai a César o que é de César, dai a Deus o que é de Deus. Jesus está dizendo: cumpra sua obrigação enquanto cidadão terreno, e cumpra sua obrigação enquanto cidadão do céu. Jesus não disse que César é do diabo. Ele não aniquilou a questão da cidadania [...] E eu já vi que nosso povo e a liderança não despertou pra isso. Agora eu vou eleger porque esse irmão vai defender a igreja… Isso tudo é balela. A gente tem que eleger gente que tenha vocação pra isso, comprometido com a justiça social, comprometido com a integridade e a um direito de cidadania. Não vem pra cá espiritualizar aquilo que Deus permite que a gente construa.

Pastor Jamierson de Oliveira

-Essa ojeriza que se alimenta no meio evangélico do meio político não é sem causa, é bom destacar isso. Temos razões de sobra para alimentarmos esse sentimento antagônico e esse paradigma de que a política não é de Deus, que a política é algo maléfico. Eu não penso necessariamente assim. Eu vejo a igreja como sal e luz do mundo, e esse papel, claro que é pregando o evangelho, mas eu vejo uma dimensão desse papel da igreja no seu envolvimento com a sociedade, com as causas sociais. Então quando a igreja está envolvida com o ser humano de modo integral, preocupado com o bem estar de seu semelhante, ela está fazendo política. Então, primeiro, é interessante nós separarmos a “politicagem”, ou a “política profissional” da política como conceito.

Pastor Claudio Apolinário

-Eu creio que a política envolve toda a sociedade. Nós não podemos como cristãos fugir da política, nós temos que exercer cidadania. A grande questão que eu coloco é da responsabilidade. A Igreja tem crescido, e infelizmente se tornado um refúgio eleitoral. Muitos políticos vão querer estar bem com a igreja, porque eles querem o voto das pessoas que estão na igreja. Então, uma das grandes questões que eu coloco é a conscientização. Como os crentes estão votando e como os líderes estão se posicionando. Nós não podemos, como líderes, vender o voto, inclusive aquele voto que nós não temos. Nós vendemos oferecendo ao político dizendo “eu tenho lá 200 pessoas, eu tenho 5 mil pessoas, 1 milhão de pessoas”. Isso não é verdade, isso é a maior mentira deslavada que existe no meio evangélico, porque líder nenhum tem domínio sobre os seus crentes. Ele pode influenciar? Pode. É legítimo isso? Eu acredito que até sim, mas depende da intenção [...] A nossa função como cristãos é fazer a diferença na sociedade. Então eu creio que nós devemos estar envolvidos na política, mas não viver de politicagem, como infelizmente, muitos líderes tem vivido.

Missionária Durvalina Bezerra

“Nós temos que observar que todas as esferas da vida tem pontos positivos e negativos. A gente precisa entender que para o cristão ser bem sucedido e ser uma pessoa consciente, um cidadão consciente, ele precisa do equilíbrio. Então a Igreja não pode se omitir, porque a igreja é composta de cidadãos. Os cidadãos fazem parte de uma sociedade que deve sustentar valores, princípios, e a nossa parte como cidadãos cristãos deve ser exercida para que o Reino de Deus se manifeste na Terra. E como vai se manifestar esse Reino? Ele se manifesta com justiça, verdade, direito. São três coisas que o cidadão não pode esquecer, e que o cristão como cidadão não pode prescindir”.

Pastor Ariovaldo Ramos

“Toda ação humana é necessariamente uma ação política, portanto a Igreja também está envolvida em política. Agora isso é diferente de política partidária. Política partidária é coisa para partido político. A Igreja não é partido político, a Igreja não lança políticos, a Igreja não tem candidatos. A Igreja ensina o povo a ser cidadão e a honrar seu voto, dando voto para aqueles que trarão o melhor para sua cidade. A Igreja não se mancomuna com partidos políticos. A Igreja se mantém sempre isenta, porque a Igreja é a palavra da profecia, da ética e da moral. Por isso a igreja é uma vigia permanente do bem para todos os seres humanos. Então nosso envolvimento com a política, é política com ‘P’ maiúsculo, com noção, nunca partidária. Que Deus nos abençoe”.

Com informações gospel+/Blog Mroberto

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