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Noticia: Idolatria! Altares para Chávez: presidente é cultuado por seguidores um ano após falecimento

MARCIORRAMOS OFICIAL | 5.3.14 | 0 comentários

Blog mroberto. A poucos metros do Quartel da Montanha, onde está o corpo de Hugo Chávez, Clemencia Linares de 64 anos, mantém, há um ano, um altar para o presidente venezuelano. Ao lado da porta de entrada de sua casa, colocou fotos do falecido líder ao lado de santos e de um quadro de Jesus Cristo, onde coloca um copo de água diariamente, reza e pede bênçãos para a Venezuela.

Aposentada, mãe de três filhos, ela conta que mora no bairro 23 de Janeiro, em Caracas, há 19 anos e acompanhou de perto diversos momentos da história recente do país. Em abril de 2002, quando Chávez foi vítima de um breve golpe de Estado, Clemencia diz que a organização popular -- sempre estimulada pelo presidente --, foi fundamental. “Tínhamos o telefone de todo mundo e nos ligávamos constantemente. Foram três dias sem dormir. Todos estavam mobilizados, desde o dia 11, quando esperávamos por um evento no Palácio de Miraflores e ele não apareceu. Aí soubemos que o tinham levado, e as pessoas começaram a descer dos morros. Éramos como formigas por todos os lados, parecia que saía gente até debaixo de pedra, indo ao palácio e dizendo ‘queremos Chávez’”, recorda.
Também nas redondezas do quartel, uma capela azul é local de visitas e oferendas por parte de admiradores de Chávez. Elizabeth Torres, de 49 anos, dona de uma barraquinha de alimentos que fica ao lado, foi a escolhida pela comunidade para limpar e organizar os presentes deixados no recinto, que vão de flores e artesanatos com a imagem do líder a uma bandeira argentina. Um dia antes da data em que o falcimento completa um ano, Torres lavava o chão da capela.

“Tínhamos o telefone de todo mundo e nos ligávamos. Foram três dias sem dormir", conta Clemencia sobre golpe contra Chávez

“Também vou retocar a pintura das paredes porque quero que amanhã [hoje], neste dia tão doloroso para todos nós, o povo veja essa capela bela, como o nosso comandante merece”, disse com lágrimas nos olhos e a voz embargada. “Mas todos os dias eu limpo as coisas que trazem: fotografias, imagens de santos. Também trazem velas e rosas com as cores da bandeira tricolor, muitas coisas as próprias pessoas fizeram”, complementou.

Além de comerciante, Torres passou a integrar as Milícias Bolivarianas -- componente complementar das Forças Armadas do país -- e atua como guia no quartel que abriga o mausoléu de Chávez. Para ela, o presidente Nicolás Maduro mostrou “fortaleza” frente aos protestos opositores das últimas semanas. “Eles querem desestabilizar o país, mas vemos que Maduro teve força suficiente para aguentar tudo. E com todos os ensinamentos que nos deixou Chávez, não vai acontecer nada”, diz, afirmando que os chavistas estão contidos devido ao chamado de Maduro para “não cair em provocações”.

Fotos do falecido presidente decoram espaço que não é altar, mas funciona como lugar de orações e atividades culturais

Na região central do 23, um grupo de mulheres pintava mais um dos locais adornados com imagens do Chávez. A preparação, segundo elas, não era para as homenagens do dia 5 de março, mas sim para uma oração que realizarão com um rosário para o líder no próximo sábado (08/03). Neste ponto, em frente à escola onde o ele votava, contam que moradores do bairro rezavam pela saúde de Chávez durante sua luta contra o câncer. Lá também, há tempos, cortam bolo anualmente no dia do aniversário do agora falecido presidente.

Assim como no 23, considerado como um bastião de apoio à denominada “Revolução Bolivariana”, imagens de Chávez ainda são frequentes ao redor da capital venezuelana e dentro das casas de apoiadores do governo. Murais, fotos, grafites e adesivos podem ser vistos em diferentes partes da cidade.

Todos os dias, às 6h da manhã, a venezuelana Ana ìris Chacón canta o hino nacional para Chávez e lhe serve uma xícara de café 

Ana Íris Chacón, de 62 anos, trabalha em um cartório e mora na região de El Valle, localizada ao sul da capital venezuelana.  Em uma marcha de mulheres chavistas, contou ter um espaço dedicado a Chávez em sua casa.“Moro em um lugar onde tem muitos opositores, mas mesmo assim mantenho um cartaz de Chávez na sacada. Meu filho, que virou opositor, me pede que eu o tire, mas eu continuo firme”, contou.

Todos os dias, às 6h da manhã, Chacón canta o hino nacional da Venezuela para o falecido presidente e nutre com água e flores um altar que armou em sua homenagem. O cafezinho, tão pedido por Chávez durante discursos, não falta entre os itens diários indispensáveis para agradar o espírito do líder. No dia da marcha convocada em meio a uma série de manifestações governamentais para contra arrestar os protestos opositores, ela, como muitas outras mulheres, carregavam ramos de flores, além de um cartaz com a foto de Chávez. “Trago essas flores em sinal de paz, mas também pensando nele. Todos os dias eu coloco flores no altar para o meu presidente, porque o amo”, diz.  

Fonte: UOL

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