O Natal e sua verdade
É o Natal realmente a celebração do nascimento do Senhor Jesus Cristo? Nasceu o Senhor Jesus Cristo em 25 de Dezembro? Porque é época de trocar presentes com parentes e amigos? Tem este costume origem nos magos que presentearam o menino Jesus? veja a história do natal e seu significado............O Natal, O Natal, O Natal..
Os Apóstolos que conheceram o Senhor Jesus e foram
pessoalmente instruídos por Ele, celebraram Seu aniversário em 25 de
Dezembro? Se o Natal é a festa mais importante do cristianismo, porque
tantas pessoas que não são cristãs a comemoram?
Porque é época de trocar presentes com parentes e
amigos? Tem este costume origem nos magos que presentearam o menino
Jesus? As respostas podem nos surpreender.
A maioria das pessoas supõe muitas coisas acerca do
Natal, coisas que realmente não são certas; não fiquemos nas suposições,
busquemos fatos.
O QUE DIZEM AS ENCICLOPÉDIAS
A festa de Natal tem sua origem na Igreja Católica Romana e desta se estendeu ao protestantismo e ao redor do mundo.
Em que se inspirou a Igreja Católica? Não foi nos
ensinamentos do Novo Testamento. Não foi na Bíblia nem nos Apóstolos que
haviam sido instruídos pessoalmente pelo Senhor Jesus. O Natal se
introduziu na Igreja durante o século IV proveniente do paganismo.
Posto que a celebração do Natal foi introduzida no
mundo pela Igreja Católica Romana e não tem outra autoridade senão ela
mesma, vejamos o que diz a Enciclopédia Católica (edição de 1911): “A
festa do Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da
Igreja… os primeiros indícios dela são provenientes do Egito… os
costumes pagãos relacionados com o princípio do ano se concentraram na
festa do Natal”.
Na mesma Enciclopédia encontramos que Orígenes, um
dos chamados pais da Igreja, reconheceu a seguinte verdade: “… não vemos
nas Escrituras alguém que tenha celebrado uma festa ou celebrado um
grande banquete no dia de seu natalício. Somente os pecadores (como
Faraó e Herodes) celebraram com grande regozijo o dia em que nasceram
neste mundo”.
A Enciclopédia Britânica, edição de 1946 diz: “O
Natal não constava entre as antigas festividades da Igreja…” Não foi
instituída pelo Senhor Jesus Cristo nem pelos Apóstolos, nem pela
autoridade bíblica. Foi tomada mais tarde do paganismo.
A Enciclopédia Americana, edição 1944 diz: “O costume
do cristianismo era celebrar não o nascimento de Jesus Cristo, mas Sua
morte. (A comunhão, instituída por Jesus no Novo Testamento é a
comemoração de Sua morte). Em memória do nascimento de Cristo se
instituiu uma festa no século quarto. No século quinto, a Igreja
Ocidental deu ordem de que fosse celebrada para sempre, e no mesmo dia
da antiga festividade romana em honra ao nascimento do deus Sol, já que
não se conhecia a data de nascimento de Cristo.”
Tomemos nota deste fato importante. Estas autoridades
históricas demonstram que durante os primeiro três séculos da nossa
era, os cristãos não celebravam o Natal. Esta festa foi introduzida na
Igreja Romana no século quatro e, somente no século quinto, foi
estabelecida oficialmente como festa cristã.
“Papai Noel” em disfarce. Os anúncios publicitários nos mantêm enganados sobre
o “espirito do Natal”. Os Jornais onde são publicados
estes anúncios trazem editoriais que exaltam e elogiam a festividade
pagã e seu “espírito”. As pessoas crédulas estão tão convencidas que
muitas se ofendem ao conhecerem a verdade. Porém o “espírito natalino” é
revivido cada ano, não para honrar ao Senhor Jesus Cristo, mas para
vender mercadorias! Como todos os enganos de Satanás, o Natal também se
apresenta como “anjo de luz”, algo aparentemente bom.
Denominamo-nos como nação cristã, porém sem saber
estamos realmente na Babilônia, tal como predisse a Bíblia. Apocalipse
18:4 nos adverte: “Sai dela, povo meu, para que não sejais participantes
de seus pecados, nem recebais parte de suas pragas”.
O SENHOR JESUS NÃO NASCEU NO DIA 25 DE DEZEMBRO
O Senhor Jesus Cristo nem sequer nasceu na época do
ano em que se comemora o Natal! Quando Ele nasceu “Haviam pastores no
campo, que velavam e guardavam seus rebanhos durante as vigílias da
noite” (Lucas 2:8). Isto jamais pôde acontecer na Judéia no mês de
Dezembro. Os pastores tiravam seus rebanhos dos campos em meados de
Outubro e os guardavam para protegê-los do inverno que se aproximava,
tempo frio e de muitas chuvas. A Bíblia mesmo prova, em Cantares 2:11 e
Esdras 10:9,13, que o inverno era época de chuvas, o que tornava
impossível a permanência dos pastores com seus rebanhos à noite no
campo.
“Era um antigo costume dos judeus daqueles tempos
levar seus rebanhos aos campos e desertos nas proximidades da Páscoa (em
princípio da primavera) e trazê-los novamente para casa ao começarem as
primeiras chuvas”. (Adam Clark Commentary, vol.5, página 370).
É também pouco provável que um recenseamento fosse convocado para a época de chuvas e frio (Lucas 2:1).
Qualquer enciclopédia ou outra autoridade pode
confirmar o fato de que o Senhor Jesus não nasceu em 25 de Dezembro. A
Enciclopédia Católica o disse claramente.
A data do nascimento do Senhor Jesus Cristo é
totalmente desconhecida. Isto é reconhecido por todas as autoridades. Se
fosse da vontade de Deus que guardássemos e celebrássemos o aniversário
do Senhor Jesus Cristo, Ele não haveria ocultado esta data.
COMO ESTA FESTA SE INTRODUZIU NA IGREJA?
The New Shaff-Herzog Encyclopedia of Religious
Knowledge (A Nova Enciclopédia de Conhecimento Religiosos de
Shaff-Herzog) explica claramente em seu artigo sobre o Natal: “Não se
pode determinar com precisão até que ponto a data desta festividade teve
origem na pagã Brumália (25 de Dezembro), que seguiu a Saturnália (17 a
24 de Dezembro) e comemora o dia mais curto do ano e o nascimento do
deus sol. As festividades pagãs de Saturnália e Brumália estavam
demasiadamente arraigadas aos costumes populares para serem suprimidos
pela influência cristã. Estas festas agradavam tanto que os cristãos
viram com simpatia uma desculpa para continuar celebrando-as sem maiores
mudanças no espírito e na forma da sua observância. Pregadores cristãos
do ocidente e do oriente próximo protestaram contra a frivolidade
indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os
cristão da Mesopotâmia acusavam a seus irmão ocidentais de idolatras e
de culto ao sol por aceitar como cristã essa festividade pagã”.
Recordemos que o mundo romano havia sido pagão. Antes
do século quarto os cristãos eram poucos, embora estivessem aumentando
em número, eram perseguidos pelo governo e pelos pagãos. Porém, com a
vinda do imperador Constantino no século quarto, que se declarou
cristão, elevando o cristianismo a um nível de igualdade com o
paganismo, o mundo romano começou a aceitar este cristianismo
popularizado e os novos adeptos somaram a centenas de milhares.
Tenhamos em conta que esta gente havia sido educada
nos costumes pagãos, sendo o principal aquela festa idólatra de 25 de
Dezembro. Era uma festa de alegria muito especial. Agradava ao povo. Não
queriam suprimi-la.
O artigo já citado da The New Shaff-Herzog
Encyclopedia of Religious Knowledge explica como o reconhecimento do dia
de domingo por parte de Constantino, dia em que os pagãos adoravam o
sol, e como a influência do maniqueismo, que identifica o Filho de Deus
com o sol, deram motivos aos pagãos do século quatro, agora convertidos
em massa ao cristianismo, para adaptar a festa do dia 25 de Dezembro
(dia do nascimento do deus sol), dando o título de dia do nascimento do
Filho de Deus.
Assim foi como o Natal foi introduzido em nosso mundo
ocidental! Ainda que tenha outro nome, continua sendo em espírito a
festa pagã de culto ao sol. Apenas mudou o nome. Podemos chamar de leão a
uma lebre, mas nem por isto não deixa de ser lebre. A Enciclopédia
Britânica diz: “A partir do ano 354 alguns latinos puderam mudar de 6 de
Janeiro para 25 de Dezembro a festa que até então era chamada de
Mitraica, o aniversário do invencível sol… os sírios e os armênios,
apegando-se a data de 6 de Janeiro, acusavam os romanos de idolatria e
adoradores do sol, sustentando que a festa de 25 de Dezembro havia sido
inventada pelos discípulos de Cerinto.”
A VERDADEIRA ORIGEM DO NATAL
Temos visto, pois, que o Natal foi estabelecido por
meio da Igreja Católica Romana e que ela o recebeu do paganismo. Porém,
qual foi a sua verdadeira origem?
O Natal é uma das principais tradições do sistema
corrupto chamado Babilônia e, como tal, é censurado nas profecias e
ensinamentos bíblicos. Tem suas raízes na antiga Babilônia de Ninrode!
Sim, data da época imediatamente posterior ao dilúvio!
Ninrode, neto de Cão, filho de Noé, foi o verdadeiro
fundador do sistema babilônico, sistema organizado de impérios e
governos humanos, do sistema econômico do lucro, o qual tem se apoderado
do mundo desde então. Ninrode construiu a torre de Babel, a Babilônia
original, Ninive e muitas outras cidades. Organizou o primeiro reino
deste mundo. O nome Ninrode se deriva da palavra “marad”, que significa
“rebelar”.
De escritos antigos aprendemos que foi este homem que
começou a grande apostasia mundial organizada que tem dominado o mundo
desde tempos antigos até agora. Ninrode era tão perverso que, segundo
escritos, casou-se com sua própria mãe cujo nome era Semiramis. Morto
prematuramente, sua chamada mãe-esposa, Semiramis, propagou a perversa
doutrina de reencarnação de Ninrode em seu filho Tamuz. Ela declarou que
em cada aniversário de seu nascimento, Ninrode desejaria presentes em
uma árvore. A data de seu nascimento era 25 de Dezembro. Aqui está a
verdadeira origem do Natal.
Semiramis se converteu em “rainha do céu” e Ninrode,
sob diversos nomes, se tornou o “divino filho do céu”. Depois de várias
gerações desta adoração idolatra, Ninrode também se tornou em falso
messias, filho de Baal, o deus sol. Neste falso sistema babilônico, a
“mãe e filho” (Simiramis e Ninrode encarnado em seu filho Tamuz) se
converteram nos principais objetos de adoração. Esta veneração da “mãe e
do filho” se estendeu por todo o mundo, com variação de nomes segundo
os países e línguas. Por surpreendente que pareça, encontramos o
equivalente na Madona muito antes do nascimento do Senhor Jesus Cristo!
Nos séculos quarto e quinto os pagãos do mundo romano
se “converteram” em massa ao “cristianismo” levando consigo suas
antigas crenças e costumes pagãos dissimulando-os sob nomes cristãos.
Foi quando se popularizou também a idéia da “mãe e filho”, especialmente
na época do Natal. Os cartões de Natal, as decorações e as cenas do
presépio refletem este mesmo tema.
Quem foi criado neste mundo babilônico, que tem
escutado e aceitado estas coisas durante toda a vida, tem aprendido a
venerá-las como algo sagrado. Não duvida. Jamais se detém para
investigar se este costume tem sua origem na Bíblia ou na idolatria
pagã.
Assombramo-nos ao conhecer a verdade e, infelizmente,
há aqueles que se ofendem ao ouvir a verdade. Porém, Deus ordena a seus
ministros fiéis: “clama em alta voz, não te detenhas, levanta a tua voz
e anuncia ao povo a sua transgressão.” (Isaías 58:1).
A verdadeira origem do Natal está na Babilônia. Está
envolvida na apostasia organizada que tem mantido o mundo no engano
desde a muitos séculos! No Egito sempre se creu que o filho de Ísis
(nome egípcio da “rainha do céu”) nasceu em 25 de Dezembro. Os pagãos em
todo o mundo conhecido celebraram esta data antes do nascimento do
Senhor Jesus Cristo.
O Senhor Jesus Cristo, o verdadeiro Messias, não
nasceu dia 25 de Dezembro. Os Apóstolos da Igreja primitiva jamais
celebraram o natalício do Senhor Jesus nesta data e em nenhuma outra.
Não existe na Bíblia ordem nem instrução alguma para fazê-lo. Porém,
existe, sim, a ordem de observar a data da Sua morte (I Corintios
11:24-26; João 13:14-17; Eclesiastes 7:1).
Assim foi, como os “mistérios dos caldeus”, inventado
pela esposa de Ninrode nos foi legado, com novos nomes cristão, pelas
religiões pagãs.
OUTROS COSTUMES PAGÃOS
Além dos tradicionais costumes natalinos de cada
povo, tem se adotado outros que são de origem pagã. A corda verde
adornada com fitas e bolas coloridas que enfeitam as portas de tantos
lares é de origem pagã. Dela disse Frederick J. Haskins em seu livro
“Answer and Questions” (Respostas e perguntas): “Se remonta aos costumes
pagãos de adornar edifícios e lugares de adoração para festividades que
se celebrava ao mesmo tempo do Natal. A árvore de Natal vem do Egito e
sua origem é anterior a era cristã”.
Também as velas, símbolo tradicional do Natal, são
uma velha tradição pagã, pois se acendiam ao ocaso para reanimar o deus
sol, quando este se extinguia para dar lugar à noite.
Papai Noel é o São Nicolau, bispo católico do século
quinto. A Enciclopédia Britânica, 11ª edição, vol. 19, página 648-649,
diz: “São Nicolau, bispo de Mira, santo venerado pelos gregos e latinos
em 6 de Dezembro… conta-se uma lenda segundo a qual presenteava
ocultamente as três filhas de um homem pobre…. Deu origem ao costume de
dar em segredo na véspera do dia de São Nicolau (6 de Dezembro), data
que depois foi transferida para o dia do Natal. Daí a associação do
Natal com São Nicolau….”.
Os pais castigam seus filhos por dizerem mentiras, porém ao chegar
o Natal eles mesmos se encarregam de contar-lhes a
mentira do “Papai Noel”, os “Reis Magos” e o “Menino Deus”! Por isso não
é de estranhar que ao chegarem a idade adulta também creiam que Deus é
um mito.
Certo menino, sentindo-se tristemente desiludido ao
conhecer a verdade acerca de Papai Noel, comentou a um amiguinho: “Sim,
também vou me informar acerca do tal Jesus Cristo”.
É cristão ensinar às crianças mitos e mentiras? Deus disse: “Não enganareis nem mentireis um para o outro” (Levítico 19:11).
Ainda que à mente humana pareça bem e justifique,
Deus também disse: “Há caminhos que ao homem parecem direito, porém, o
seu fim é caminho de morte” (Provérbios 16:25).
Estudando estes fatos, vemos com assombro que o
costume de celebrar o Natal, em realidade, não é costume cristão mas,
sim, pagão. Ele constitui um dos caminhos da Babilônia no qual o mundo
tem caído!
O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE A ÁRVORE DE NATAL?
Em Jeremias 42:2-6, Isaías 44:14-17 e Deuteronômio
16:21, vemos que os povos, desde a antigüidade, possuíam o mau-hábito de
utilizar a madeira, bem como as árvores, com fins de idolatria.
Muitas dessas árvores ou pedaços de madeira serviam
para adoração e culto doméstico. O pinheiro – símbolo natalino – possui a
mesma conotação.
É BÍBLICO A TROCA DE PRESENTES?
Para algumas pessoas este é o ponto mais importante
de tudo o que se refere a comemoração do Natal: a época de comprar e
trocar presentes. A respeito, muitos exclamarão: ”para isto sim temos
autorização bíblica! Acaso o Senhor Jesus Cristo ao nascer não recebeu
presentes dos magos?”
Novamente a verdade surpreenderá. Primeiro vejamos a
origem da história do costume de dar presente de Natal para depois ver o
que diz a Bíblia a respeito.
Citamos o seguinte da Biblioteca Sacra, vol. 12,
páginas 153-155: “A troca de presentes entre amigos é característico
tanto do Natal como da Saturnália e os cristãos seguramente a tomaram
dos pagãos como demonstra com clareza o conselho de Tertuliano”.
A verdade é que o costume de trocar presentes durante
a época natalina, não tem absolutamente nada a ver com o cristianismo!
Ainda que nos pareça estranho, ele não celebra o nascimento do Senhor
Jesus Cristo nem O honra! Suponhamos que alguma pessoa a quem você
estima está aniversariando. Você a honraria comprando presentes para os
demais amigos, omitindo a pessoa a quem deveria honrar? Não parece
absurdo deste ponto de vista?
Contudo, isto é o que precisamente as pessoas fazem
em todo o mundo. Observam um dia em que o Senhor Jesus Cristo não
nasceu, gastando muito dinheiro em presentes para parentes e amigos.
Porém, anos de experiência nos ensinam que os cristãos confessos se
esquecem de dar algo ao Senhor Jesus Cristo e a sua obra no mês de
Dezembro. Este é o mês do ano que mais sofre a obra de Deus.
Aparentemente as pessoas estão ocupadas trocando presentes natalinos que
não se lembram do Senhor Jesus Cristo nem de Sua obra. Depois, durante
Janeiro e Fevereiro, tratam de recuperar tudo o que gastaram no Natal,
de modo que muitos, no que se refere ao apoio que dão ao Senhor Jesus
Cristo e Sua obra, não voltam a normalidade até Março.
Vejamos o que a Bíblia diz em Mateus 2:1,11 com
respeito aos presentes que levaram os magos quando o Senhor Jesus
nasceu: “Quando Jesus nasceu, em Belém da Judéia nos dias do rei
Herodes, vieram uns magos do oriente a Jerusalém, dizendo: Onde está o
rei dos Judeus que é nascido?… e ao entrar na casa, viram o menino com
sua mãe Maria e prostrando-se o adoraram; e abrindo seus tesouros
ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra”.
PORQUE LEVARAM PRESENTES?
Notem que os magos perguntaram pelo menino Jesus
nascido rei dos judeus. Porém, porque lhe levaram presentes? Por ser o
dia do Seu nascimento? De maneira nenhuma! Pois eles chegaram vários
dias depois do Seu nascimento. Então não trocaram presentes com seus
amigos e familiares, nem entre eles mesmos!
Por que? O mencionado comentário bíblico de Adam
Clark, vol. 5, página 46, diz: “Versículo 11 (ofereceram-lhe presentes).
No Oriente não se costuma entrar na presença de reis ou pessoas
importantes com as mãos vazias. Este costume ocorre com freqüência no
Velho Testamento e ainda persiste no Oriente e em algumas ilhas do
Pacífico Sul”.
Aí está. Os magos não estavam instituindo um novo
costume cristão de trocar presentes para honrar o nascimento do Senhor
Jesus Cristo! Procederam de acordo com um antigo costume oriental que
consistia em levar presentes ao apresentar-se à presença do Rei dos
judeus. Portanto, levaram ofertas da mesma maneira que a rainha de Sabá
levou a Salomão e assim como levam aqueles que hoje visitam a um chefe
de estado.
O costume de dar presentes de Natal nada tem a ver com este acontecimento, é apenas a continuação de um antigo costume pagão.
HONRA A CRISTO REALMENTE?
Agora vejamos um argumento utilizado com freqüência para justificar a observância do Natal.
Há quem insista em que apesar de suas raízes em um
costume pagão, agora não se observa o Natal para honrar um falso deus,
deus sol, senão para honrar ao Senhor Jesus Cristo.
O que nos diz a Palavra de Deus a respeito? “… não te
enlaces após elas (nações pagãs) em imitá-las; e nem perguntes acerca
dos seus deuses, dizendo, do mesmo modo também farei eu. Não farás assim
ao Senhor teu Deus, porque tudo o que é abominável ao Senhor, e que
odeia, fizeram eles aos seus deuses…” (Deuteronômio 12:30-31).
Desta maneira o profeta Jeremias nos adverte com
respeito aos costumes tradicionais da sociedade que nos rodeia: “Assim
diz o Senhor: Não aprendais os caminhos dos gentios (pagãos)… Porque os
costumes dos povos são vaidade… “(Jeremias 10:2-3).
Deus disse-nos claramente em seu manual de instruções
– a Bíblia – que não aceitará este tipo de culto ainda que seja com a
intenção de honra-lo. Disse-nos que isto é abominável e, portanto não O
honra senão aos falsos deuses pagãos. Deus não quer que O honremos “como
nos orienta a nossa própria consciência”. O Senhor Jesus Cristo disse
claramente: “Deus é Espírito; e importa que os que o adoram o adorem em
espírito e em verdade” (João 4:24). O que é verdade? O Senhor Jesus
disse que sua Palavra, a Bíblia, é a verdade (João 17:17). A Bíblia diz
que Deus não aceitará o culto de pessoas que, querendo honrar ao Senhor
Jesus, adotem um costume pagão.
Novamente, o Senhor Jesus disse: “Mas em vão me
adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (Mateus 15:9). A
comemoração do Natal é um mandamento de homens e isto não agrada a
Deus. O Senhor Jesus Cristo disse também: “E assim invalidastes, pela
vossa tradição o mandamento de Deus” (Mateus 15:6).
Isto é precisamente o que fazem hoje milhões de
pessoas. Desprezam o mandamento de Deus. Seu mandamento com respeito a
celebração de tradições pagãs para honrar e adorar a Deus é claríssimo;
“Não farás assim ao Senhor teu Deus, porque tudo o que é abominável ao
Senhor, o que ele odeia, fizeram eles aos seus deuses” (Deuteronômio
12:31). Sem dúvida, a maioria das pessoas invalida este mandamento
seguindo a tradição dos homens ao comemorarem o Natal.
Não nos enganemos! Deus nos permite desobedecer.
Permite-nos seguir os costumes dos homens. Permite-nos pecar. Porém
também nos adverte que haverá um dia de juízo em que colheremos o que
plantamos! O Senhor Jesus Cristo é a Palavra Viva e pessoal de Deus, e a
Bíblia é a Palavra de Deus escrita. Por essa Palavra seremos julgados
para toda a eternidade! Não devemos ignorá-lo nem desprezá-la.
ESTAMOS NA BABILÔNIA SEM SABERMOS
O Natal tem sido convertido em uma festa comercial,
sustentada em parte pelas companhias e campanhas publicitárias. Em
muitos lugares vemos a um “Papai Noel” em disfarce. Os anúncios
publicitários nos mantêm enganados sobre
o “espirito do Natal”. Os Jornais onde são publicados
estes anúncios trazem editoriais que exaltam e elogiam a festividade
pagã e seu “espírito”. As pessoas crédulas estão tão convencidas que
muitas se ofendem ao conhecerem a verdade. Porém o “espírito natalino” é
revivido cada ano, não para honrar ao Senhor Jesus Cristo, mas para
vender mercadorias! Como todos os enganos de Satanás, o Natal também se
apresenta como “anjo de luz”, algo aparentemente bom.
Denominamo-nos como nação cristã, porém sem saber
estamos realmente na Babilônia, tal como predisse a Bíblia. Apocalipse
18:4 nos adverte: “Sai dela, povo meu, para que não sejais participantes
de seus pecados, nem recebais parte de suas pragas”.
AFINAL A BÍBLIA MOSTRA QUANDO NASCEU O SENHOR JESUS?
Sim, podemos através de alguns detalhes bíblicos,
citar cronologicamente o nascimento do Senhor Jesus e verificar que o
Seu nascimento foi o cumprimento de uma das mais importantes festas do
Velho Testamento – a festa dos Tabernáculos.
O Senhor Jesus nasceu na festa dos Tabernáculos, que
acontecia a cada ano, no final do sétimo mês (Etenim) do calendário
judaico que corresponde ao mês de setembro do nosso calendário. A festa
dos Tabernáculos ou Cabanas, significava Deus habitando com Seu povo.
Foi instituída por Deus como memorial, para que o povo de Israel se
lembrasse dos dias de peregrinação pelo deserto em que o Senhor habitou
no Tabernáculo no meio de Seu povo (Levítico 23:39-44; Neemias 8:13-18).
No Evangelho de João capítulo 1, versículo 14, vemos
que o Verbo (Cristo) habitou entre nós. Esta palavra no grego é skenoo –
tabernaculou; isto é, a festa dos Tabernáculos cumprindo-se no Senhor
Jesus Cristo, o Emanuel (Isaías 7:14) que significa Deus conosco. No
Senhor Jesus Cristo se cumpriu não apenas a festa dos Tabernáculos, mas
também a festa da Páscoa, na Sua morte (Mateus 26:2; I Coríntios 5:7), e
a festa do Pentecoste, quando enviou o Espírito Santo sobre a igreja.
(Atos 2:1).
Vejamos nas Escrituras alguns detalhes que nos
ajudarão a situar cronologicamente o nascimento do Senhor Jesus: os
levitas eram divididos em 24 turnos e cada turno ministrava por 15 dias
ou seja 24x15=360 dias ou um ano (I Crônicas 24:1-19); o oitavo turno
pertencia a Abias (I Crônica 24:10); o primeiro turno iniciava-se com o
primeiro mês do ano judaico – mês de Abide (Êxodo 12:1-2; Deutronômio
16:1; Êxodo 13:4); temos a seguinte correspondência de calendário:
| Mês | Nome | Turno | Referência bíblica | |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Abide ou Nisã | Março |
1 e 2
|
Êxodo 13:4; Ester 3:7
|
| 2 | Zive | Abril |
3 e 4
|
I Reis 6:1
|
| 3 | Sivã | Maio |
5 e 6
|
Ester 8:9
|
| 4 | Tamuz | Junho |
7 e 8 (Abias)
|
Jeremias 39:2; Zacarias 8:19
|
| 5 | Abe | Julho |
9 e 10
|
Números 33:38
|
| 6 | Elul | Agosto |
11 e 12
|
Neemias 6:15
|
| 7 | Etenim ou Tisri | Setembro |
13 e 14
|
I Reis 8:2
|
| 8 | Bul | Outubro |
15 e 16
|
I Reis 6:38
|
| 9 | Chisleu | Novembro |
17 e 18
|
Esdras 10:9 ; Zacarias 7:1
|
| 10 | Tebete | Dezembro |
19 e 20
|
Ester 2:16
|
| 11 | Sebate | Janeiro |
21 e 22
|
Zacarias 1:7
|
| 12 | Adar | Fevereiro |
23 e 24
|
Ester 3:7
|
Comecemos por Zacarias, pai de João Batista. Ele era
sacerdote e ministrava no templo durante o “turno de Abias” (Lucas
1:5,8,9). Terminado o seu turno voltou para casa e, conforme a promessa
que Deus lhe fez, sua esposa estéril, concebeu João Batista (Lucas
1:23-24). Portanto João Batista foi gerado no fim do mês de Tamuz ou
início do mês Abe. Agora um dado muito importante: O Senhor Jesus foi
concebido seis meses depois (Lucas 1:24-38). Portanto o Senhor Jesus foi
concebido no fim de Tebete ou início de Sebate.
Visto estes detalhes nas Escrituras, chegamos à
conclusão que João Batista foi gerado em fins de Junho ou início de
Julho, quando Zacarias voltou para casa após seu serviço no templo. O
Senhor Jesus Cristo foi concebido seis meses depois, no fim do mês de
Dezembro ou início de Janeiro. Ele não nasceu em Dezembro ou início de
Janeiro. Ele não nasceu em Dezembro como diz a tradição, mas foi gerado
nesse mês. Nove meses depois, no final do sétimo mês (Etenim), Setembro
do nosso calendário, quando os judeus comemoravam a festa dos
Tabernáculos, Deus veio habitar com Seu povo. Nasceu o Senhor Jesus!
Deus tabernaculou com seu povo. Nasceu o Emanuel Deus habitando conosco. Amém.
Editora Restauração
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