Noticia: Irmã franciscana diz que Igreja Católica é muito machista
A mineira Priscilla Dutra Moreira, de 50 anos, ou Irmã Priscilla como é conhecida, considera a Igreja Católica como uma das instituições mais machistas na contemporaneidade. Ela pertence à Ordem Franciscana e espera que sua religião aceite o sacerdócio feminino: “Ninguém vai dar isso a nós. Esses avanços não nos serão concedidos pelos homens ou pela Igreja. As mulheres terão que lutar para poder ampliar o seu trabalho religioso”, afirmou ela à Época, sonhando que, no futuro, mulheres possam rezar missas e consagrar hóstias, indo além da evangelização.
Nas religiões evangélicas, as mulheres têm um papel muito mais
importante que as irmãs católicas. Por exemplo, nos cultos, elas têm
espaço para expressar sua opinião. São vários nomes de destaque como as
bispas Sônia e Fernanda Hernandes e as pastoras Elizete Malafaia,
Ludmila Ferber, Marcia Teixeira, Eyshila e Alda Célia, entre tantas
outras.
Segundo Papa Francisco, que esteve no Brasil na última
semana, liderando a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), “essa porta está
fechada”. O pontífice diz que as formulações de João Paulo II impedem o
sacerdócio feminino. Mesmo assim, ele valoriza a posição de Nossa
Senhora - “Maria foi mais importante do que os apóstolos”- e reconhece
ser necessário construir “uma teologia da mulher”.
Priscilla
observa que a “questão não é apenas se uma freira pode ou não rezar
missa. É mais ampla. Refere-se ao trabalho em si dentro da Igreja.
Vários setores são assumidos apenas pelos homens: as tomadas de decisão,
os postos dentro do Vaticano, os próprios vicariatos dentro das
dioceses. [...] Nas periferias do mundo, vemos muitas religiosas e
poucos padres trabalhando. A mulher leva a palavra de Deus às pessoas,
às comunidades. Ou seja, como vemos hoje, a prática do Evangelho pode
ser feminina, mas a Eucaristia é vetada à mulher”.
A irmã
considera que várias características femininas são importantes para o
trabalho da Igreja: “A Igreja precisa acordar para mudar. Jesus pregava
que a fé se realiza através da convivência, da promoção humana, e as
mulheres já fazem isso com extrema dedicação e ternura. [...] A nossa
forma de nos relacionar com as pessoas é diferente. Os homens são mais
racionais e mais durões. E hoje as comunidades estão mais carentes,
precisam de carinho. [...] A mulher gera a vida, traz a alegria”.
A
religiosa explica o significado de teologia da mulher: “A Igreja ainda
não permitiu essa especificação defendida pelo papa Francisco. Seria uma
teologia voltada para o estudo religioso a partir de uma visão feminina
de Deus. Todos nós devemos lembrar que a boa notícia da ressurreição de
Jesus foi dada por uma mulher. Foi uma mulher a escolhida e não um
homem. A Igreja reduz a importância desse anúncio”.
Irmã Francisca tem um currículo internacional e de peso: formou em
Ciências Religiosas na Itália, fez trabalhos de campo em comunidades
carentes na Bolívia e é diretora pedagógica do Instituto Francisca Paula
de Jesus, localizado no Méier, zona norte do Rio de Janeiro [RJ].
Parar ler a entrevista completa, acesse o site da Época.
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