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Reflexão: O cuidado com as cisternas rotas

Marcio Roberto Ramos | 18.10.13 | 0 comentários



O profeta Jeremias profetizou em sua época: “Porque o meu povo fez duas maldades; a mim me deixaram o manancial de águas vivas e cavaram cisternas, cisternas rotas que não retêm águas”, Jr 2.13.

O profeta Jeremias viveu nos anos entre 627 e 587 a.C. Ele foi profeta durante quarenta anos, profetizando a Judá e às nações gentílicas, ele nunca casou. Viveu no reinado de Josias, ocasião em que houve um avivamento, ainda que de pouca duração, no reinado de Zedequias, que apesar de gostar de ouvir o profeta não colocava em prática o que ele falava, e também no reinado de Jeoaquim, que desprezava as palavras e inclusive tentou mata-lo.
O povo de Judá estava afastando-se de Deus, e ele então enviou o profeta para falar do perigo no qual estava incorrendo em não voltar para a fonte de águas vivas, que é o próprio Deus. Por quarenta anos Jeremias denunciou o pecado do povo e o chamou ao arrependimento, sofrendo por isso severas privações.  A palavra “cisterna” vem do hebraico “bor”: lugar cavado, poço. É um termo usado 67 vezes no antigo testamento, e a cisterna era lugar onde era guardada água potável. A maioria dessas cisternas era reservatórios cobertos, escavados na terra ou rocha, para onde escorria o excesso das águas da chuva, e guardadas para serem usadas no período da seca na Palestina, que abrangia maio e setembro. Uma cisterna seca e abandonada podia ser usada como cárcere, conforme vemos José e com Jeremias (Gn 37.22; Jr 38.6). Por sua vez, cisternas rotas eram cisternas rachadas, que não guardavam a água e não a mantinha limpa.
O texto supracitado nos chama a nossa atenção para dois males que Judá estava cometendo: deixar o manancial de águas vivas e cavar cisternas rotas.
O povo abandonou o Senhor, a Fonte de Águas vivas. Nossa vida depende dele. Sem Deus, você não vive, Deus é a fonte de água viva e vida abundante, não uma cisterna, mas uma fonte. Uma cisterna apenas armazena água, uma fonte produz água. A água corre da fonte, a fonte é inesgotável, a fonte tem água viva, limpa, cristalina e que flui abundantemente. Isso é um símbolo da vida que Cristo nos oferece. Quem nele crer nunca mais terá sede.
Judá abandonou, foi  uma rejeição lenta, um esquecimento despercebido, devagar, aos poucos, cedendo um pouco aqui, um pouco ali; não falando de Deus aos filhos conforme ordenava a lei mosaica; levando um cordeiro desqualificado para o sacrifício; realizando um ritual vazio, sem sentido espiritual, apenas na aparência, esqueceram das ofertas alçadas, esqueceram dos pobres e necessitados, perderam-se na prostituição. O pecado do povo é tão grave que até os céus ficam espantados e são tomados como testemunhas (Jr 2.12). É algo simplesmente inacreditável.
Israel saiu da direção de Deus e procurou o Egito e a Assíria. Fez isso pensando que seria lucro, mas foi uma grande perda.
Pensara  que seria uma bênção, mas recebeu o castigo, pensava que seria saciado, mais ficou mais sedento (Jr 2.17-19).
Se Deus é manancial das águas vivas, porque seu povo o ABANDONA? Muitas vezes, o povo tem cansado de Deus. Tem sido atraído pelo pecado, pelo mundo, pelas CISTERNAS ROTAS. Miquéias pergunta: ‘Povo meu, que tenho feito? Porque te enfadaste de mim? , Mq 6.3. O filho pródigo estava insatisfeito na casa do pai e foi para um país distante onde gastou tudo o que tinha. Após perder tudo, percebeu que na casa do pai havia uma fonte inesgotável onde até os menos favorecidos tinham oportunidades para servir-se (LC 15.11-32).
Ao invés de aproveitar os abundantes rios da Palestina, Israel estava cavando cisternas que não retinham água, e cujas águas não eram saudáveis, causando várias doenças. Uma irracionalidade, loucura, autodestruição. Por se afastarem de Deus, eles cavaram. Eis o perigo de ser seduzido por algo artificial. Israel deixou o Senhor e se deixou levar pelas seduções dos ídolos. Israel pensou; “O nosso Deus é muito exigente. Queremos uma religião que nos custe menos, que nos dê liberdade, que não nos cobre tanto. Queremos ser livres como os outros povos para fazermos conforme a nossa própria vontade sem nos sentirmos feridos pela nossa consciência”.  
Cisternas rotas são a maneira humana de satisfazer suas necessidades espirituais. São doutrinas segundo as suas próprias concupiscências, capazes de amontoar mestres segundo seus próprios desejos e ambições (2 Tm 4.3). É a busca desenfreada por prazer nas coisas do mundo e um tipo do cristão que nunca guarda o que lhe é confiado (2 Tm 1.14; Ap 3.11).
É a aceitação  do sincretismo religioso, que condensa um pouco de tudo, criando uma opção religiosa “um pouco mais interessante”. A Teologia da prosperidade se encaixaria aqui, com suas inovações  materialistas e cheias de “sementinhas”, nocauteando grandes lideranças que ficam assoberbadas com a garantia do dinheiro fácil.
 Cisternas rotas falam-nos também da constante inversão de valores entre os cristãos pós-moderno. O que era pecado já não é mais. O que dantes prejudicava agora parece fazer bem. Os cultos foram transformados em shows, os pregadores e cantores foram transformados em estrelas, pop stars; a adoração genuína em músicas frenéticas com letras  carregadas de heresias e manipuladoras.  A igreja vira clube, e o pastor que deveria ser profeta e denunciar essa inversão, ao contrário, se deixa levar pela nova onda, pois percebe que dessa forma é mais fácil enriquecer. Alguns programas evangélicos de TV, sob o pretexto de evangelizar, fazem grandes campanhas de levantamento de dinheiro para projetos pessoais, num discurso que até parece o dos vendedores de indulgências dos dias de Lutero a construir o Vaticano. A oração que nos leva até a presença de Deus tem sido substituída por determinismo condenável do tipo “eu determino” e eu exijo, como se fossemos nós a mandarmos nos desígnios do Eterno.
Ao proferir cisternas rotas, o povo alimenta-se de pó ao invés de beber da fonte. Quem troca o Senhor por outras fontes pode morrer de sede. Cavar cisternas rotas gera fadiga, exaustação, desilusão.
Até quando se ficará reivindicando cabritos para festejar, se desfrutamos da agradável companhia do Pai? (Lc 15.29-31). Até quando se vai morrer de sede, se Cristo nos oferece água que jorra para vida eterna? (Jo 4.10,13,14). Precisamos compreender que Deus é a fonte de águas vivas e somente Ele provê água capaz de transmitir vida ( Is 55.1; Jo 4.10; 7.37,38).
Precisamos entender que o conteúdo vale mais que a aparência; a família vale mais que o serviço cristão; a igreja vale mais que outros lugares; a palavra de Deus vale mais que as experiências pessoais; e o criador vale mais que a criatura.



 Marcio Roberto  ministro de louvor

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