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Nos EUA, Pastores pedem que cristãos voltem a ser “radicais”

Marcio Roberto Ramos | 27.3.13 | 0 comentários

O palco da Igreja em Brook Hills, no Alabama, parecia um depósito de lixo. Seu pastor, David Platt, decidiu convidar os membros a trazerem para o templo pedaços de metal, de madeira, lonas, e outros “detritos” que tinham em casa. 
O objetivo era mostrar como vivem os pobres na Índia.
Afinal, a igreja havia decidido se lançar em uma campanha de intercessão por aquela nação marcada por questões sociais graves e pelo politeísmo. O lixo era apenas uma ferramenta para estimular os fieis a contribuírem financeiramente para cuidar de crianças pobres através de programas sociais da missão cristã Compassion International.
Isso tudo aconteceu em 2010 e a iniciativa rendeu 525.000 dólares para projetos sociais na Índia e despertou os membros a orarem durante um ano inteiro pela Índia. Sua igreja é filiada à Convenção Batista do Sul, uma das mais tradicionais do país. Platt é um dos pastores considerados “chave” no movimento “radical” que parece ter tomado a igreja nos EUA nos últimos anos.
Não por coincidência, Platt lançou seu livro “Radical: Separando sua fé do sonho americano” em maio de 2010 e a obra passou mais de dois anos na lista dos mais vendidos do The New York Times na categoria literatura cristã. O jovem pastor de 34 anos é conhecido pela ousadia de suas mensagens e pela convicção com que as prega.
“Estou convencido de que muitas pessoas em nossas igrejas estão simplesmente perdendo o sentido da vida cristã e que muito disso tem a ver com o que nós lhes vendemos como o Evangelho. Ou seja, esta oração, “aceite Jesus em seu coração, convide Cristo em sua vida está construída sobre areia movediça e corre o risco de desiludir milhões de almas”, disse ele em um vídeo muito comentado na internet ano passado.
A principal mensagem de Platt é que os cristãos do século 21 esqueceram o “Jesus radical” da Bíblia e decidiram ficar com um evangelho marcado por “individualismo, materialismo e universalismo” que “nos cegou para a pobreza mundial generalizada e o grande número de pessoas que nunca ouviu falar de Jesus, enquanto nos preocupamos apenas com nós mesmos e com o que podemos ganhar dos céus”.
Mas ele não é o único a tentar recuperar uma compreensão mais rigorosa das exigências do Evangelho. Seis anos atrás, Shane Claiborne foi chamado de criador do movimento de “radicais comuns” quando lançou seu livro “A Revolução Irresistível”, onde faz uma crítica semelhante e apresenta uma proposta pacifista e de teor ecologico.
Recentemente, Kyle Idleman, pastor da Southeast Christian Church, em Louisville, Kentucky, escreveu “Not a fan” depois de perceber que estava pregando um Jesus “tão atraente, confortável e conveniente quanto possível.” Francis Chan pegou a onda com “Louco Amor” , um livro onde afirma que necessitamos “mais de Deus”, mesmo que estejamos “cercado por pessoas que acreditam ter o suficiente de Deus”.
Steven Furtick, cuja Igreja Elevation, na Carolina do Norte, é um das megaigrejas que mais crescem nos EUA, acrescentou sua obra “Greater” [Maior], onde explica que os cristãos estão atolados na mediocridade e deveriam abrir a “imaginação para a possibilidade de que Deus tem uma visão para a [nossa] vida muito maior que o que possuímos”. Todos estes têm vendido milhares de cópias de seus livros.
O sucesso de mercado dessa mensagem radical indica que existem pessoas ansiosas em ouvi-la. Sendo os EUA o maior produtor de literatura evangélica do mundo, não é difícil esperar que em breve esses e outros livros atinjam cristãos de boa parte do mundo que estejam insatisfeitos com a igreja atual.
Para os especialistas, trata-se de uma resposta aos pregadores da “teologia da prosperidade” e do liberalismo exagerado da “igreja emergente”. Esses pensadores não são teóricos, são pastores que conduzem igrejas, que desejam muito ver uma “fé radical em um Jesus radical”, como afirma Platt.
Não se trata de uma mudança de paradigma teológico nem uma nova doutrina, mas é um resgate de um cristianismo mais parecido com as suas origens, onde ser um seguidor de Jesus era algo “inconveniente, desconfortável e custoso” e a fé não era um fim em si mesma, mas um meio de se entender quem é Deus e o que Ele quer.
Esse movimento também tem apontado para uma “nova santidade” ou uma percepção nova de um antigo desafio, de ver conversão como uma mudança real de vida. Por enquanto, os novos radicais parecem ser, em sua maioria, jovens solteiros, que frequentam a faculdade e se preocupam com os pobres e com o planeta, além de pensar muito em seu próprio futuro.
O fato de uma revista importante como a Christianity Today ter colocado o assunto como sua matéria de capa e principal matéria na edição deste mês é um indicio que a questão está chamando atenção de um público maior.
Além disso, a mensagem radical gera cobranças sobre aqueles que a vem apregoando. Por exemplo, o pastor Platt anunciou que doaria todo o lucro obtido com seus livros para projetos missionários fora de sua igreja. O tempo mostrará se David Platt, Francis Chan, Shane Claiborne e Kyle Idleman vieram para ficar, mas é agradável saber que por trás de toda essa formulação existem ecos de figuras importante como Soren Kierkegaard, que protestou contra o cristianismo institucionalizado ou Dietrich Bonhoeffer, que lamentou a popularização da “graça barata”.
Por enquanto, a cada culto ainda sentam nos bancos milhares de cristãos que ignoram (ou se esquecem) do chamado para o sacerdócio universal dos membros da igreja e os desafios lançados por Jesus para cuidarmos dos pobres, influenciarmos positivamente o mundo à nossa volta e não vivermos para nós mesmos. Gospel Prime/Blog mroberto
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