Curta nossa página e fique bem informado com os informes e estudos cristãos.

Curta-nos no Facebook Siga-nos no Twitter Assine os Feeds Entre em contato

Reflexão: Jesus e o significado de sua morte.

Marcio Roberto Ramos | 18.4.14 | 0 comentários

Blog mroberto. "Pois o próprio Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos" (Mc 10:45).
 
Um artigo de capa em uma revista importante reportava uma discussão em um grupo de estudo da Bíblia. O assunto? A razão para a morte de Jesus. Entre as perguntas apresentadas à discussão estavam coisas como: E se o plano de Deus fosse somente que Jesus viesse e nos desse bons ensinos, como amar os inimigos? Ou Ele também precisava sofrer e morrer? Neste caso, por quê? Por que os ensinos não seriam suficientes? E ainda que Ele morresse, o que isso tem que ver conosco, hoje, muitos séculos mais tarde?
 
Hoje ainda, o significado da cruz ainda é um assunto que desafia os cristãos. De fato, mesmo antes de Sua morte, os profetas tentaram constantemente descobrir "o tempo e as circunstâncias" oportunas a que o Espírito Santo estava chamando sua atenção, "quando lhes predisse os sofrimentos de Cristo e as glórias que se seguiriam" (1Pe 1:10, 11, NVI).
 
 
Nascido para morrer
 
Que mensagem deu Simeão a respeito de Jesus? Lc 2:25-35
 
Esta história, relatada só por Lucas, é poderosa em sua simplicidade e profunda em suas implicações. O devoto Simeão, ao encontrar afinal o Messias por quem havia esperado, revela aos pais o futuro da criança com esta concisão enigmática: "Este menino está destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos em Israel. ... Também uma espada traspassará a tua própria alma" (Lc 2:34, 35). A palavra espada, no grego, significa um instrumento enorme, do tipo de Golias, destinado a traspassar o coração de Maria, uma predição da agonia que ela experimentaria na cruz. "Essas misteriosas palavras de Simeão devem ter passado sobre a consciência de Maria como um enregelante agouro de coisas futuras" (SDA Bible Commentary, v. 5, p. 704).
 
O que disse Jesus sobre Sua própria morte? Era algo que tinha que acontecer? Mt 16:21Mc 10:45Lc 18:31-33
 
A nota constante aqui é que Jesus nasceu para morrer; Sua morte não foi um acidente. Tinha que acontecer. Por quê? Bem, este não é um assunto que pode ser explicado completamente por processos racionais, não porque é irracional, mas porque é suprarracional; está acima da razão humana. Ela cai no reino da revelação divina, parte daquele "mistério... oculto dos séculos e das gerações; [que] agora, todavia, se manifestou aos Seus santos" (Cl 1:26, NVI). A Bíblia não faz qualquer tentativa de justificá-la ou explicá-la, talvez porque não seja algo sujeito à lógica humana. Não temos outros casos em outro lugar qualquer pelos quais julgá-la ou compará-la. A expiação bíblica representa uma ocorrência única na história do Universo. E nossa tarefa é buscar entender o que a Bíblia diz sobre ela e para aplicar à nossa vida o que ela significa.
 
Como aconteceu
 
Os Evangelhos dedicam um espaço imenso à última semana da vida de Jesus. Em Mateus, ela ocupa um terço do livro. Em Marcos, mais de um terço. E um quarto de Lucas e metade do evangelho de João são dedicados a ela. Claramente, o foco central está na paixão, na morte e na ressurreição de Jesus. Os Evangelhos não são biografias; eles devem ser vistos, ao contrário, como resumos teológicos do significado da morte de Jesus.
 
Eventos terríveis da paixão:  Mt 27:27-31, Mt 27:45-54Mc 15:21-32Jo 19:28-30.
 
Nenhum de nós pode afirmar que entende plenamente o significado da morte de Jesus, ou suas circunstâncias. O que parece claro, no entanto, é que o papel desempenhado pelos que estavam fisicamente presentes e ativos (seja em Seu julgamento, seja na cruz) foi teologicamente secundário no que concerne à identidade racial ou nacional dos participantes. Difamar os judeus de hoje ou os italianos modernos no que se refere a este assunto, pelo envolvimento de alguns de seus antepassados na morte de Jesus é estupidez teológica, uma atitude contrária à própria essência da religião bíblica. A culpa individual dos que estiveram envolvidos em Sua morte será um assunto entre eles e Deus. Em vez de apontar o dedo, talvez devamos perguntar a nós mesmos: O que teríamos feito se nós, nós mesmos, tivéssemos estado lá? Em certo sentido, realmente, estávamos!
 
Embora Ele tenha morrido mais tarde por mãos romanas, o sopro fatal veio muito antes, provocado por uma gigantesca mão, coletiva, a nossa.
 
O que Ele realizou
 
Como Paulo considerava a morte de Jesus? 1Co 2:2; 1Co 15:3Gl 6:14
 
Os escritores do Novo Testamento usaram uma variedade de metáforas, imagens e descrições na tentativa de expressar a obra divina de salvação em Cristo.
 
O conceito de sacrifício, oferta, substituto:
 
Efésios 5:2: Cristo "Se entregou por nós como oferta [prosphoran] e sacrifício [thusian] de aroma agradável a Deus" (NVI). Hebreus 9:26: Ele veio para "aniquilar, pelo sacrifício [thusias] de Si mesmo, o pecado". Hebreus 10:14: Por meio de "uma única oferta [prosphora] aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados" (NIV).
 
Em todas estas passagens, a idéia é de morte vicária, morte em nosso lugar, morte como nosso substituto. O sofrimento vicário (substituto) é o sofrimento suportado por uma pessoa no lugar de outra. Em 1 Coríntios 15:3, Paulo diz que "Cristo morreu pelos nossos pecados"; Romanos 5:8 diz que "Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores"(NVI); e 1 Pedro 2:24 diz que Cristo "levou em Seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro"(NVI).
 
O conceito de resgate:
 
A palavra resgate deriva do termo grego lutron; a idéia básica é de um pagamento por alguma pessoa libertada. No grego clássico, o termo era usado freqüentemente com relação ao resgate de escravos e prisioneiros de guerra. Os escritores sagrados tomaram emprestado o conceito e o utilizaram a serviço de um tema de maior valor: Mateus 20:28 (compare Mc 10:45): "Jesus veio para "dar a Sua vida em resgate [lutron] por muitos". (Aqui, muitos incidentalmente, significa todos)
 
A família de palavras de que deriva lutron destaca a natureza substitutiva do sacrifício de Cristo. Ele deu Sua vida por nós. O tempo verbal no original grego aponta para um evento em um tempo específico, à morte de Jesus na cruz. O conceito básico aqui é de que éramos escravos do pecado, condenados à morte eterna e incapazes de nos libertar; mas Jesus veio como nosso resgate, nosso lutron.
 
O conceito de propiciação (ou expiação) (hilasterion):
 
Com respeito à missão de Cristo, essa palavra é encontrada em Hebreus 2:17, em que ele fala de Cristo fazendo "propiciação pelos pecados do povo". Propiciação tem o sentido de apaziguar alguém. A crença era que, quando um deus estava zangado, o povo devia fazer um gesto de apaziguamento (hilasterion) a fim de novamente deixar o deus hilaros (feliz, jovial). O que os estudiosos do Novo Testamento notaram repetidamente, porém, é que seus autores, embora hajam tomado emprestado o vocabulário do grego clássico e em outros lugares, eles deram a esse vocabulário um novo conteúdo e significado.
 
Conseqüentemente, muitos estudiosos da Bíblia concordam que uma tradução melhor da palavra é "expiação". Compreendida assim, a idéia é que pela morte de Jesus, Deus "expia", "cobre", "apaga" nosso pecado. Qualquer idéia de apaziguamento de Deus por parte dos humanos seria totalmente estranha aos escritores do Novo Testamento. Ao invés, eles queriam enfatizar que toda a raça humana, ameaçada pela ira justa de Deus por causa do pecado, foi salva pela morte de Jesus. Jesus Se tornou nosso hilasterion, nos cobrindo da ira de Deus (veja Hb 9:5).
 
O conceito da reconciliação (katallage):
 
Como Paulo aplica o conceito de reconciliação em suas epístolas? Rm 5:10, 112Co 5:18-21Ef 2:16Cl 1:20-22
 
O pecado é um afastamento de Deus e da vontade de Deus. Somos postos em alienação de Deus, e seu resultado final é a morte.
 
Reconciliação fala da restauração da harmonia entre nós e Deus, a recuperação da totalidade. E aqui está um ponto crítico a ser notado: Foi Deus que tomou a iniciativa (Rm 5:8-11). "Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo" (2Co 5:19). Por causa do pecado, o mundo inteiro foi condenado diante de um Deus justo; por causa da cruz, mudou nossa condição diante de Deus, e assim, todos os que vão a Jesus, pela fé, têm a certeza da vida eterna.
 
A segurança do Universo
 
A cruz se tornou o símbolo central do cristianismo. E na teologia do Novo Testamento, ela diz várias coisas sobre a condição humana, apontando além de si mesma, para sua consumação maior.
 
Qual é a condição humana, que nos torna tão carentes da morte de Jesus? Rm 3:10, 231Co 2:2; 1Cor. 15:3Gl 6:14
 
Os gregos e outros do mundo antigo pensavam que a humanidade era basicamente boa quanto à saúde moral. Acreditavam que se tivéssemos as oportunidades certas, nossa bondade natural, inata, floresceria. Essa atitude representava um desafio significativo ao cristianismo, com seu conceito da depravação humana universal e nossa desesperada necessidade de uma intervenção externa. Era por isso que Paulo podia dizer que "a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus" (1Co 1:18). Aquele poder silencioso, ele disse, finalmente vencerá, e "todo joelho" [no Universo] se dobrará confessando que "Jesus Cristo é Senhor" (Fp 2:10, 11).
 
No entanto, por mais central que seja para nossa salvação, a cruz tem uma importância que vai além de nós.
 
"O significado da morte de Cristo será considerado por santos e anjos. Os homens caídos não poderiam ter um lar no Paraíso de Deus sem o Cordeiro morto desde a fundação do mundo. ... Os anjos atribuem honra e glória a Cristo, pois nem mesmo eles estão seguros a não ser considerando os sofrimentos do Filho de Deus. É pela eficácia da cruz que os anjos do Céu são defendidos da apostasia. Sem a cruz, eles não seriam protegidos do mal mais que os anjos antes da queda de Satanás. A perfeição angelical falhou no Céu. A perfeição humana falhou no Éden, paraíso da felicidade. Todos os que desejam segurança na Terra ou no Céu devem olhar para o Cordeiro de Deus. O plano de salvação, tornando manifesta a justiça e o amor de Deus, oferece proteção eterna contra a apostasia nos mundos não caídos, como também entre os que serão redimidos pelo sangue do Cordeiro" (SDA Bible Commentary, vol. 5, p. 1.132).
 
"Bem podiam, pois, os anjos se regozijar ao contemplarem a cruz do Salvador; pois embora não compreendessem ainda tudo, sabiam que a destruição do pecado e de Satanás fora para sempre assegurada, que a redenção do homem era certa e que o Universo estava para sempre a salvo. O próprio Cristo compreendeu plenamente os resultados do sacrifício feito no Calvário. A tudo isto olhava Ele quando exclamou na cruz: ‘Está consumado.’ Jo 19:30" (O Desejado de Todas as Nações, p. 764).
 
"A morte de Cristo na cruz tornou certa a destruição daquele que tem o poder da morte, que foi o originador do pecado. Quando Satanás for destruído, não haverá ninguém a tentar para o mal; a expiação nunca precisará ser repetida; e não haverá perigo de outra rebelião no Universo de Deus" (SDA Bible Commentary, vol. 5, p. 1.132).  Bíblia online.net
 
 

Category:

0 comentários

AS MAIS MAIS....DO PÚBLICO

CONFIRA TAMBÉM

Fechamento do Dólar nos últimos dias

Recommended Post Slide Out For Blogger