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Como identificar uma Seita? e o que é?

Marcio Roberto Ramos | 12.2.13 | 0 comentários

Quando a maioria de nós ouve a palavra seita, talvez imagine um grupo de pessoas alienadas que sofreram lavagem cerebral e praticam atos macabros.


Talvez se lembre de assassinatos em massa ou outras cenas negativas.

Mas o que imaginamos é real? O que é exatamente uma seita e no que ela difere de uma religião? São todas perigosas? As pessoas que participam de seitas destrutivas são mentalmente perturbadas ou somos todos igualmente suscetíveis?

Neste artigo, vamos separar a realidade da ficção e saber exatamente o que é uma seita, o que caracteriza uma seita como destrutiva e, além disso, dar uma olhada em alguns dos mais notáveis acontecimentos sobre seitas na história moderna.

O que é uma seita?

As seitas que estão envolvidas com notícias negativas não são uma regra. Basicamente, uma seita é apenas um grupo religioso pequeno, não estabelecido, sem um objetivo final, que gira em torno de um único líder. O American Heritage Dictionary define seita da seguinte forma:

1. Uma religião ou culto religioso considerado extremista ou falso, com seus seguidores normalmente vivendo de forma não convencional, sob orientação de um líder autoritário e carismático;

2. Um sistema ou comunidade de adoração e rituais religiosos.

A primeira definição se aproxima mais do uso que fazemos do termo, mas você deve ter percebido que não há menção sobre assassinato ou assassinato coletivo. Não há diferença significativa entre seita e religião em termos de fé, moralidade ou espiritualidade.

As principais diferenças são: uma seita funciona fora da sociedade, normalmente faz seus seguidores prometerem total comprometimento com o grupo e tem um único líder, enquanto uma religião normalmente está inserida na cultura do povo, requer vários níveis de comprometimento de seus membros e tem uma hierarquia de liderança que, na prática, pode funcionar como uma série de limitações e inspeções.

Não poderíamos identificar um movimento heterodoxo se não conhecêssemos seus estigmas. É de suma importância o princípio pelo qual nós confrontamo-las com a palavra de Deus. Somente assim, nós podemos identificá-las por suas marcas.

Uma seita se revela como tal por apresentar certas características em relação às verdades bíblicas. Eis alguns sintomas que caracterizam o quadro doentio das seitas.

Autoridade extra-bíblica.
Geralmente as seitas apresentam uma nova autoridade doutrinal, superior ou paralela à Bíblia sagrada para sua fé e prática. Esta autoridade pode apresentar-se em forma de livros ou revelações ou até mesmo na pessoa do líder da seita. Alguns poucos exemplos clássicos são: As Testemunhas de Jeová, os Mórmons, os Adventistas do Sétimo Dia, a Igreja da Unificação, Igreja Católica Romana entre outros.

Verdades que vão além da Palavra de Deus.

Há necessidade entre esses grupos de irem além do que está escrito nas sagradas escrituras, buscando novas revelações. Essas “novas verdades”, no entanto, acabam por se chocar frontalmente com a palavra escrita de Deus e às vezes com suas próprias revelações. Casos típicos são os do profeta do mormonismo Joseph Smith, Sun Myung Moon, Charles T. Russel e outros. Para eles o evangelho precisa ser completado com suas revelações místicas que somente eles possuem e mais ninguém.

Interpretações Particulares da Bíblia.
Há muitos grupos que não reivindicam novas verdades, mas interpretam as verdades bíblicas ao seu bel prazer. Para esses, a Bíblia lhes pertencem e ninguém pode entendê-la fora do padrão estabelecido pela seita.

Muitos dessa categoria apóiam-se em algumas passagens da Bíblia apenas por conveniência, pois é mais fácil enganar um indivíduo que já está familiarizado ainda que nominalmente com este livro. É o caso do Espiritismo e da igreja Católica Romana.

Rejeição ao Cristianismo Ortodoxo ou as Igrejas Estabelecidas.

Esses grupos nutrem verdadeiro ódio contra as igrejas estabelecidas que pregam o conceito histórico-ortodoxo de crença. O argumento quase unânime entre elas é que as igrejas se afastaram das verdades essenciais e se enveredaram para práticas pagãs. Essas seitas atacam como ensinamento pagão às doutrinas da Trindade, a imortalidade da alma e o inferno.

Pregam outro Jesus.

O Jesus das seitas nunca é o mesmo Jesus da Bíblia. Para as seitas Jesus foi diversas coisas, mas nunca jamais o Deus encarnado que veio redimir o homem. Assim para as Testemunhas de Jeová Jesus é apenas uma criatura, um deus menor, para os mórmons Jesus é apenas um dos trilhões de deuses, foi casado e polígamo, já para os espíritas Jesus foi apenas o maior espírito de luz que já baixou nessa terra.

Lavagem Cerebral.
As seitas retiram o censo crítico de seus adeptos não permitindo que eles pensem por si mesmos deixando que o líder ou o grupo pensem por eles. As técnicas são variadas, mas sempre persuasivas indo das cessões de isolamento da família até jejuns forçados sem tempo de descanso, sendo que neste ínterim é o membro do grupo bombardeado com literaturas da seita, estudos e mais estudos até a exaustão psicológica. É o caso do reverendo Moon, Hare Khrisna, Testemunhas de Jeová e outros.

Salvação pelas Obras
O estado legalista das seitas impedem-nas de aceitarem a livre graça de Deus. Como o âmago da seita é a heresia e toda heresia é obra da carne, sendo produto do homem sem o verdadeiro Deus, as seitas desenvolveram sua própria maneira de salvação.

Oferecem uma falsa esperança aos seus adeptos que nunca sabem o quanto fizeram para merecerem a benevolência de um deus, cujo conceito forjado pela seita, foge radicalmente do apresentado na Bíblia.

Para o adepto só existem leis a serem cumpridas seja elas de procedência bíblica ou mesmo criadas pela organização da qual pertencem. Podemos enquadrar aqui os Adventistas, mórmons, Testemunhas de Jeová, Espiritismo e Catolicismo.

Exclusivismo.
Apesar de a Bíblia ensinar que a salvação e a verdade só se encontram em Jesus, as seitas invertem essa verdade e apregoam que somente sua organização é a única correta tendo todas as demais apostatado da fé. É o monopólio da fé e da verdade. Para a pessoa ser salvo é preciso pertencer ao grupo.

Semântica Enganosa.
As seitas a fim de enganarem as pessoas, usam uma terminologia cristã, mas que na prática se revela totalmente falsa. Dizem crer nos mesmos pontos de fé dos cristãos ortodoxos apenas para uma aproximação pacífica visando sempre o proselitismo desleal. No entanto um exame mais atento, porém, revela que esta igualdade é apenas aparente e nominal.

As Testemunhas de Jeová dizem acreditar no Espírito Santo, mas para elas esse Espírito não é o mesmo do credo cristão, sendo apenas (na concepção delas) uma mera força ativa. Os mórmons Dizem crer na trindade, mas a Trindade que eles pregam são três deuses que possuem um corpo de carne e osso.

Falsas Profecias.
Nas seitas existem-nas em abundância. Para conseguirem impressionar seus membros, os líderes de seitas dizem receber supostas revelações de Deus sobre certos acontecimentos históricos - mundiais, escatológicos ou envolvendo o próprio grupo, que com o passar dos anos, se revelam fraudulentos provando ser o tal profeta um falso profeta. É o caso dos líderes dos Adventistas, Testemunhas de Jeová e Mórmons.

Mudanças de Crenças.
As seitas possuem uma teologia volúvel. O que era verdade ontem já não é hoje. Com o passar dos anos as inconsistências das aberrações doutrinarias apregoadas por elas se tornam um tanto obsoletas entrando muitas vezes em contradição com os ensinamentos atuais de seus líderes, ai então, faz-se necessário o camaleão mudar de cor.

Algumas até colocaram em seu bojo doutrinário o ensinamento de que é normalmente aceitável que sua teologia esteja em constante mutação, é o caso dos mórmons e das Testemunhas de Jeová.

Os jargões geralmente empregados para justificarem isto são: "lampejos de luz" (TJ), "verdade presente" (ASD), "nova luz" (SUD). As características principais de uma seita foram expostas e resumidas acima, mas há ainda a questão financeira, o carisma do líder, ensinos sobre a Trindade dentre outras que por questão de espaço não colocamos aqui. Entretanto, estas servem para identificarmos eficazmente uma seita.

Existem algumas características básicas em uma seita destrutiva:

• Liderança carismática

• Mentira e enganação no recrutamento de novos membros

• Uso de métodos para controle mental

• Isolamento (físico e/ou psicológico)

• Exigência de devoção e lealdade inquestionáveis e absolutas

• Distinção rígida e insuperável entre "nós" (bem, salvo) e "eles" (mal, vão para o inferno)

• "linguagem interna" que apenas os membros entendem completamente

• Controle rígido sobre as rotinas diárias dos membros

Veja o que normalmente fazem os falsos líderes com os seus adeptos:

1. Estudo intenso: a ênfase é posta nos escritos e doutrinas do grupo. A Bíblia, se usada, é citada de forma seletiva e fora do contexto.

2. Avisos: os novos membros são avisados de que Satanás fará que seus familiares e amigos falem mal do grupo. Dentro de pouco temo, os recrutas só confiam nos membros do grupo.

3.Culpa e medo: os grupos enfatizam a natureza pecaminosa do indivíduo e a necessidade de purificar a velha personalidade.

4.Controle da rotina, fadiga: o estudo e o trabalho pára o grupo são obrigatórios, roubando quase todo o tempo do novo membro, tornando o demasiado ocupado para refletir ou ouvir a opinião de outros. A família, os amigos, o emprego e os passatempos são postos de lado, isolando ainda mais.

5. Ataque a qualquer tipo de pensamento independente: o pensamento crítico é desencorajado e interpretado como orgulho e pecado. É encorajada a aceitação cega.

6.Comissão divina: o líder geralmente alega ter recebido novas revelações de Deus e afirma ser o único porta voz de Deus para a humanidade neste tempo.

7.Obediência irrestrita: todas as questões têm respostas simples e requer se do novo adepto uma obediência inquestionável às ordens do grupo. Uma mentalidade do tipo nós contra eles fortalece a identidade do movimento. Todas as pessoas que não pertencem ao grupo são encaradas como fracas ou enganadas.

RETENÇÃO

1. Questionamento de motivos: quando é apresentada evidência sólida contra o grupo, os membros são ensinados a questionar os motivos da pessoa que apresenta a evidência. Aquilo que pode ser verificado é ignorado e se aceita aquilo que não pode ser verificado.

2.Controle de informação: o grupo controla aquilo que o membro pode ver ou ouvir. É proibido o contato com ex membros e com qualquer pessoa que critique o grupo.

3.Isolamento e alienação: o grupo substitui a família porque ouve que não precisa de mais ninguém (nem mesmo da família) além do grupo. Talvez o novo adepto receba instruções como: proibição de alimentos, proibição de casamento ou abandono do lar, desistência da escola, entre outras.

4.Repressão: a desobediência, incluindo até mesmo desacordos insignificantes com a doutrina do grupo, terá como resultado o banimento e a expulsão.

S.Fobias: o medo do mundo e das outras pessoas é aumentado, tal como 0 medo do diabo e do mal. É ensinado aos membros que lhes acontecerá algo muito mau se deixarem o grupo. Não existe nenhuma maneira honrosa de sair do grupo.

6.Empenho: ser membro e trabalhar para o grupo é essencial para a salvação. Por mais que o adepto se esforce, nunca será o suficiente.

RESULTADOS

1.Dependência: o adepto fica com uma dependência infantil do grupo.

2.Desordens pessoais: depressão, desorientação, ansiedade, estresse, comportamento neurótico ou psicótico, e até mesmo tendências suicidas.

3.Capacidade diminuída: o adepto perde a capacidade de pensar de forma clara e crítica. Contradições lógicas nas doutrinas têm pouco ou nenhum efeito sobre ele.

4.Exploração: o adepto é explorado financeiramente, psiquicamente e/ou mentalmente. Pode ser manipulado para dar tudo o que possui ao grupo, abandonar escola ou emprego (para poder passar muitas horas vendendo literatura ou outros itens), fornecer mão de obra barata para o grupo e outras coisas.

Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças (1Tm 4.1 3)

Fonte: Bíblia Apologética.

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